quarta-feira, 11 de maio de 2011

Gírias: ontem e hoje

Post divertidinho para descontrair.

Lembrou-me uma comunidade do falecido orkut –  a “comu”

se chamava “gírias idosas”, alguém também se lembra?

Espero que gostem. Bom dia, leitores!

As mudanças dos anos 70/80 para os dias de hoje:

Antes era...
Agora é...

Creme Rinse
Condicionador

Obrigado
Valeu

É complicado
É foda

Collant
Body

Rouge
Blush

Ancião e Coroa
Véi

Bailinho e Discoteca
Balada

Japona
Jaqueta

Nos bastidores
Making off

Cafona
Brega

Programa de entrevistas
Talk-show

Reclame
Propaganda

Calça cocota
Calça cintura baixa

Flertar, paquerar
Dar mole

Oi, olá, como vai?
E aê?

Cópia, imitação
Genérico

Curtir, zoar
Causar

Mamãe, posso ir?
Véiaaaa, fui!!!

Legal, bacana
Manero, irado

Mulher de vida fácil
Garota de Programa

Legal o negócio
Xapado o bagúio

Pasta de dente
Creme dental

Cansaço
Estresse

Desculpe
Foi mal

Oi, tudo bem?
E aê, belê?

Ficou chateada
Ficou bolada

Médico de senhoras
Ginéco

Superlegal
Irado

Primário e Ginásio
Ensino Fundamental

Preste atenção!
Se liga!

Por favor
Quebra essa

Recreio
Intervalo

Radinho de pilhas
Ipod

Manequim
Modelo e Atriz

Retrato
Foto

Jardineira
Macacão

Mentira
Caô

Saquei
Tô ligado

Entendeu?
Copiou?

Gafe
Mico

Fofoca, ti-ti-ti
Babado

Ha ha ha
hauhauhauhau

Fotocópia
Xerox

Brilho labial
Gloss

Bola ao cesto
Basquete

Folhinha
Calendário

Empregada doméstica
Secretária

Faxineira
Diarista

Vou verificar
Vou estar verificando

Madureza
Supletivo

Vidro fumê
Insulfilm

Posso te ligar?
Posso te add?

Tingir uma roupa
Customizar

Dar no pé, ir embora
Vazar

Embrulho
Pacote

Lycra
Stretch

Tristeza
Deprê

Beque
Zagueiro

Rádio patrulha
Viatura

Atlético
Sarado

Peituda
Siliconada

Professor de ginástica
Personal

Quadro negro
Board

Babosa
Aloe vera

Lepra
Hanseníase

Ave Maria!
Affff!

Caramba
Caraca

Namoro
Pegação

Laquê
Spray

De montão
Pracarai!

Derrame
AVC

Chapa dos pulmões
Raio-X

Sua bênção, papai
"Qualé", coroa?

Você tem certeza?
Ah! Fala sério!

Banha
Gordura localizada

Alisamento
Chapinha

Buteco no fim do expediente
Happy hour

Costureira
Estilista

Negro
Afro-descendente

Professora
Tia, Profe

Senhor
Tiozinho

Bunduda
Popozuda!

Amooooor!
Benhêêêêê!

Desculpe, mas esta questão que você me submeteu é impossível de cumprir!
Nem fudendo!

Olha o barulho!
Ó o auê aí ô!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

5 de maio, dia da Língua Portuguesa

f_maio2010_Novos_Programas_Portugues

Queridos leitores, hoje é dia da Língua Portuguesa! Vocês sabiam?

Que tal testar seus conhecimentos sobre a nossa língua materna e ainda, de quebra, se divertir um pouco?

A revista Educar para Crescer disponibilizou online alguns testes sobre regras básicas do português, como ortografia de palavras com RR ou SS e uso adequado do hífen, entre outros.

A reforma ortográfica faz 2 anos, mas será que todos os brasileiros já se adaptaram?

Os joguinhos ainda são uma boa pedida para os pequenos – além de ser uma forma muito legal de usar a internet de maneira responsável e educativa!

Mãos à obra e viva a língua!

_________________________

Os jogos:

Jogo das palavras

Jogo do hífen

Jogo da acentuação

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Leitura para as crianças famintas: reencantamento do presente, fé no que virá

Sempre fui de contar histórias. E de recontá-las depois, porque bem-aventurados são, de fato, os que sabem ouvir. Por isso, andei ouvindo com coração e estômago todas as histórias que me chegam sobre Nova Friburgo, minha casa amada, onde tive minha formação leitora aguçada pelas Doroteias da Monsenhor Miranda.

Histórias duras de ouvir, por certo; no entanto, é preciso cantar pra alegrar a cidade: recontar a margem de seus rios, suas cheias, seus entornos, seus enleios. A geografia poética de uma terra de gente boa de trabalho, de pensamento, de alma – coisas de quem descende de peregrinos e sabe que é preciso reinventar sempre o caminho, e a passos rápidos pra dar mais alento.

Várias histórias apontam para os meus ouvidos, por vezes débeis, sem vontade de acreditarem no que escutam. O Dr. João Madeira me fala de um silencio oco que impera pelos bairros, traduzindo o inexorável da catástrofe. Ele acha que os friburguenses ainda não estão chorando seus mortos como deveriam... A Prof.a Lucia Ramineli me fala de uma legião de voluntários que formigam pelas escolas, igrejas, anonimamente compartindo a dor dos que não conseguem sequer chorar suas desventuras. A Amanda Heiderich me fala que ficou sem ver a filha por três dias, com os avós isolada em lugar “seguro”, mas que perdeu colegas e alunos – ainda tenta localizar alguns deles, duas semanas depois. Tantas histórias, águas, águas.

Mas a história mais impressionante que me chega de Nova Friburgo é contada por Jane Ayrão, do Colégio Anchieta. Hoje, ela saiu para sua ação habitual de voluntariado, acompanhada de Álvaro Ottoni, escritor e contador de histórias. Foram juntos ao Alto do Floresta, visitar a única edificação que ficou de pé – a escola municipal local. Pois o resto “desceu”: casas, morros, vidas. Com a determinação de educadores que são, Jane e Álvaro levaram água, roupas, remédios, fraldas e LIVROS. Não imaginavam que este último item da cesta básica mataria a fome daquelas crianças de forma tão pujante.

Em meio a caixas e sacolas de mantimentos, colchonetes e cobertores, além de sacos funerários com corpos dentro (sim, a escola é o ÚNICO local para guardar gente, pão e mortos), hordas de crianças silenciosas ficaram barulhentas quando o “Tio” Álvaro começou a ler e a contar outras histórias. E o cardápio ficou mais variado: nesta manhã, as crianças tomaram suco com Monteiro Lobato, comeram pudim de leite com A bruxinha que era boa e se deliciaram com o prato principal: poesia, poesia. A palavra encantada que pode alimentar uma infância estupidamente afetada pela tragédia.

Jane me conta tudo isso com a voz embargada, ao telefone. Diz que não presenciou momento mais lindo em todos esses dias. Crianças pegando os livrinhos, querendo mexer neles, chamando-os a si como os amigos que lhes faltam – porque os pais se ausentaram, o Estado se ausentou, e a imagem de sacos pretos espalhados pelos cantos precisa metaforizar o recomeço de outra história para Nova Friburgo e seus pequeninos.

Então, ouvidos aguçados, eu senti a bem-aventurança: ora, sou professora de literatura, filha da região serrana e absolutamente convicta do poder de reencantar que a palavra tem! Jane e Álvaro me desafiaram com o tamanho de sua generosidade. Eu não sei cozinhar, não sei plantar alfaces nem rosas, não sei fazer curativos, podia até comprar uma galocha e sair corajosamente pelas ruas de Friburgo, como fazem a Jane e tantos deliciosos poetas do amanhã que habitam aquelas plagas, mas eu agora sei como estar presente. Semeando livros à mancheia, reencantando o agora, tendo fé no que virá.

Mas, para isso, conto com a ajuda de vocês, colegas professores, alunos e ex-alunos, amigos de longa e de curta data, amantes da literatura, leitores destas linhas que, enviesadamente, lerão também os olhos e ouvidos famintos das crianças de Nova Friburgo. Recolho, a partir de já, doações particulares de gibis, livros infantis e juvenis e congêneres, para enviar à Jane Ayrão e sua equipe (o Colégio Anchieta, lá em Friburgo, centralizará essas doações para fazer chegar os livros às comunidades desabrigadas). Valem também livrinhos de plástico e de pano ou aqueles que a gente recebe das editoras para avaliar e adotar, no início do ano letivo... Minha casa e meu escaninho na Faculdade de Educação estão à disposição de vocês. Quem souber de algum contato interessante em órgãos públicos e privados ligados à difusão da leitura, por favor, diga “presente”! Basta me mandar um e-mail que eu faço o contato “oficial”.

Até a pequenina aqui de casa, senhorita Aymée, do alto de seus quase 10 meses e extrema intimidade com os livrinhos, vai mandar para um/a amiguinho/a da serra um livro com um monte de espelhinhos dentro, para que ele/a possa se admirar e ver que a sua história de vida apenas começou ... E, quem sabe, mais pra frente, quando minha filha estiver a tagarelar em bom português, ela consiga contar aquela historinha maneira, que começa assim: “Era uma vez uma linda cidade chamada Nova Friburgo, que tinha uma pracinha cheia de árvores e banquinhos, vovós e crianças, pássaros e...”.

Anabelle Loivos Considera Conde Sangenis

Professora adjunta da Faculdade de Educação da UFRJ, friburguense por adoção.

Niterói, 26 de janeiro de 2011.

***

Quem também quiser (e puder) ajudar a matar a fome de leitura das crianças de Nova Friburgo, é só se manisfestar nos comentários, deixando um e-mail e telefone para contato. Nós encaminharemos todas as mensagens para o endereço eletrônico da Anabelle. Para quem mora na cidade do Rio, ou nas proximidades, pode fazer as doações na própria Faculdade de Educação da UFRJ, aos cuidados da professora Anabelle. Cada  ajuda será muito bem-vinda!  Contamos com vocês. O Viva a Língua e as crianças friburguenses agradecem.

Serviço:

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Faculdade de Educação

Avenida Pasteur 250 fundos 2º andar - CEP: 22.290-240 - Campus da Praia Vermelha – Rio de Janeiro.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

POESIA E PROSA: HOJE, AGORA

Nova imagem

I ENCONTRO DO FÓRUM DE LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA POESIA E PROSA: HOJE, AGORA

FACULDADE DE LETRAS – UFRJ 21 e 22 de setembro de 2010 – das 9h às 16h

Informações e inscrições (até dia 17/09): Setor de Literatura Brasileira – Departamento de Letras Vernáculas Site: http://www.forumdeliteratura.com

E-mail: contemporanea.ufrj@gmail.com

sábado, 19 de junho de 2010

José Saramago

jose-saramago

Ontem, 18 de junho de 2010, morreu o escritor português José Saramago. Havia tomado o café com  a esposa minutos antes, e os dois estavam conversando, em casa. Um momento como tantos outros, trivial, familiar, corriqueiro. Mas 18 de junho não foi um dia como todos os outros. Não o foi para Pilar, a esposa, e não o foi para a Literatura.

Imagino a palavra cortada, o sobressalto  da mulher, o suspiro. De repente, a morte. O mundo perdeu um grande homem. A língua portuguesa, um mestre!

Como disse António García Barreto, "agora há unanimidade quanto a José Saramago. Toda a gente diz que ele morreu. E é verdade." 

Mas, enquanto viveu, Saramago despertou  antipatia por suas declarações polêmicas e  sua escrita ácida, cortante, dirigida muitas vezes às religiões, sobretudo às grandes instituições religiosas – em particular, a Igreja Católica.

jose-saramago2

É que ele celebrava a vida, e no mundo há muita gente que deprecia a vida, que se apraz em fazer da existência uma experiência ruim, para si e para os outros, “em nome  da fé.”

Saramago sempre foi o contrário disso. Ateu, talvez se pudesse dizer que sua fé era na própria vida e nos homens. Comunista,  republicano também, defensor extremado da democracia, criticava ferozmente a globalização, em que as decisões políticas são tomadas na esfera das “grandes relações financeiras internacionais”.

Homem das letras, Saramago era dono de um estilo singular de escrita, com períodos longuíssimos de quase uma página e sem usar o travessão marcando a fala direta dos personagens. Quanto ao Acordo Ortográfico, criticava a demora de seu país em adotar oficialmente o que no papel e em outros países-irmãos já era uma realidade, e reconhecia que revolução linguística autêntica fora a Reforma de 1911.

Mecânico de automóveis na juventude, o homem que chegou a Nobel de Literatura em 1998 nunca aprenderia a dirigir. Ficou traumatizado por, certa vez, cometer um erro  tolo, porém inaceitável na sua condição de entendedor.  Um dia escreveu, sobre ser escritor: “É um ofício em que somos ao mesmo tempo motor, água, volante, mudanças de velocidade e tubo de escape. Talvez, afinal, o trauma tenha valido a pena”.

Tenha a certeza de que sim, Saramago.

SPAIN-ZAPATERO-SARAMAGO

Consulta: terra.com.br; uol.com.br; angoladigital.net; caderno.josesaramago.org

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Um mineirinho safado

E não é que eu fui passada pra trás por um mineirinho muito do safado, que me vendeu glucose de milho como mel?

O danado jogou uma conversa de que o movimento tinha sido fraco naquele dia e que tinha que voltar pra Barbacena (ou seria Uberaba?) levando um pouco mais de dinheiro pra família. Que estava ali, horas e horas a fio, debaixo do sol, sem vender quase nada.

Adicione uma cara de pobre coitado a um sotaque “mineirim” bão dimais que o resultado será 1 litro de glucose de milho encalhado no armário de uma mulher furiosa!

E eu achando que tinha feito um ótimo negócio, afinal, na barganha ele me fez 10 reais de desconto! E olha que, pelo que era, ainda paguei Karo!

Mas tudo bem, não é por isso que eu vou deixar de gostar do povo mineiro, e do seu sotaque delicioso, que tantas vezes já homenageamos aqui.

Quanto ao mineirim sem vergonha, nunca mais vi. Acho que foi vender seu mel batizado em outra freguesia… Por via das dúvidas, quando for comprar mel caseiro de novo, lembrarei de pedir uma provinha antes, só pra ter certeza!

domingo, 15 de novembro de 2009

Receita mineira


Mais um post com o delicioso português dos mineiros...

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Créditos: www.fotocomedia.com

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Resumo e Resenha: como fazer

Embora eu tenha feito 5 anos de faculdade pra me formar Psicóloga, só agora, na Pós, é  que eu fui aprender o passo-a-passo das resenhas e resumos (não me perguntem como eu me virei durante a graduação). Brincadeiras à parte, o fato é que muitos de nós já têm uma noção do que seja, e é com  essa noção que a gente vai levando – e poucos são os que reclamam (imagino que muitos dos nossos professores também estejam nesse domínio da vaga noção: ok, péssimo panorama! Mas é o que eu imagino.) Bom, então chega de enrolação e  vamos ao que interessa. Espero que o ‘como fazer’ que eu vou compartilhar com  vocês tenha alguma serventia. Bom proveito!

RESUMO

O objetivo de um resumo é fazer um texto ocupar menos espaço, mantendo as ideias principais (ou centrais). Existem três tipos:

1) resumo acadêmico – objetivo, direto, ideias centrais;

2) extensivo – não se pode suprimir nada; só mudam as palavras;

3) seletivo/estético – ideias importantes, centrais.

O resumo possui algumas etapas que devem ser consideradas:

a) conhecimento das condições do resumo

- espaço ocupado (quantas laudas)

- finalidade pretendida

- leitura atenta do texto a ser resumido – essencial que se tenha um bom conhecimento e entendimento da obra. Sem isso, será muito difícil produzir um resumo fiel ao conteúdo original

b) processo – estruturação de ideias: como as ideias estão estruturadas no texto? Por blocos de sentido (ou conteúdo) ou por parágrafos?

Por blocos de sentido: o autor não desenvolve cada ideia em um parágrafo, mas faz muitas digressões, voltando a assunto anteriormente tratado, retomando a ideias já combatidas, etc. Os textos freudianos seguem essa estruturação.

- A melhor maneira de resumir textos que têm esta estruturação é por unidade de sentido, concentrando o sentido no parágrafo. Exemplo: num texto em que duas teses antagônicas são apresentadas pelo autor na forma de blocos de sentido, o resenhista irá reunir todas ideias referentes à tese A num parágrafo e todas as que se referirem à tese B em outro parágrafo.

Como se identificam as unidades de sentido: através da identificação dos conectores:

-mas/porém: indicam oposição entre ideias;

- embora: indica concessão;

- na verdade/assim: demonstração.

Por parágrafos: as ideias são desenvolvidas parágrafo a parágrafo. Sem dúvida, é mais fácil resumir este tipo de texto, pois a sequência lógica das ideias permite fazer um resumo por parágrafos, seguindo a ordem dos parágrafos do texto.

c) Estratégias:

- o resumo não apresenta introdução: vai direto ao assunto;

- segue-se a ordem do texto, assim se evita a falta de coesão no encadeamento das ideias;

- não se mencionam elementos estranhos ao texto analisado, como exemplos e ideias que o autor não expressou;

- redige-se o resumo como se o próprio autor o fizesse: não usar expressões como “o autor afirma”, “ segundo o autor”;

- o resumo não contém conclusões a que o autor não chegou.

 

RESENHA

A resenha que será abordada aqui é a resenha acadêmica, mas nada impede que possa ser usada em diferentes contextos. Tudo vai do bom-senso. Pois bem.

A resenha é a apresentação do conteúdo de uma obra, acompanhada de uma avaliação crítica. Existem dois tipos de resenha acadêmica:

a) resenha crítica – geralmente a mais pedida pelos professores;

b) resenha temática.

Resenha crítica:

Podemos dizer que a resenha crítica é constituída por seis passos:

1) identificação da obra – título, autor, ano de publicação, referências sobre o autor (sua formação, áreas de interesse,etc.);

2) apresentação breve da obra – tema abordado pelo livro ou texto que se está resenhando;

3) resumo – nesta parte, apresenta-se ao leitor a descrição do conteúdo da obra na forma de um resumo com as suas  ideias centrais. Importante salientar que no resumo (como vimos) não se usam expressões como “segundo o autor…”. O resumo deve ser escrito como se o próprio autor do texto o estivesse fazendo, só que se enfatizam apenas as ideias centrais, de forma concisa (de 3 a 5 parágrafos);

4)  Análise crítica – aqui é a vez de o resenhista analisar criticamente a obra em questão. Para isso, ele pode (e deve) se apoiar em outras obras que versam sobre o mesmo tema, construindo, assim, o seu posicionamento acerca da atualidade e originalidade da obra, das escolas de pensamento às quais se vincula, qual a relevância do tema, o que traz de novo, qual o panorama cultural, social, econômico e político em que ela foi escrita, entre outros aspectos que podem ser analisados;

5) Recomendação da obra – na verdade, a recomendação não é uma regra. Se você não concorda com as ideias desenvolvidas pelo autor, não precisa recomendar só pra cumprir o protocolo;

6) Assinatura e identificação do resenhista – é importante que o leitor saiba quem é você para estar falando de determinado assunto, então não esqueça de mencionar sua formação, áreas de interesse e alguns detalhes que julgar pertinentes sobre você mesmo.

Resenha temática:

Este tipo de resenha é usado quando se quer escrever sobre um tema comum a vários textos. Aqui, temos cinco passos:

1) apresentação do tema comum  - exemplo: atuação do psicólogo em varas de família. Esse tema é abordado pelos 3 textos que serão analisados. Temos o tema comum);

2) resumo dos textos – lembrando que no resumo NÃO cabem expressões como “o autor pensa”, “segundo o autor”. É como se você fosse o autor do texto e tivesse que enxugá-lo até as partes mais essenciais (ideias centrais);

3) conclusão: é o momento da análise crítica. O resenhista irá expor o seu posicionamento acerca do assunto. Para isso, ele se utilizará de outras fontes bibliográficas e construirá com base nelas uma argumentação coerente e plausível sobre o tema. Pontos importantes a serem considerados nesta análise: a relevância do tema, os pontos altos, o atualidade do tema, as contribuições de outros pensadores acerca da questão.

4) apresentação das fontes – referências bibliográficas utilizadas.

5) assinatura e identificação do  resenhista – como na resenha crítica.

 

Meus agradecimentos à professora Gabriella, por me dar essas preciosas informações que hoje compartilho com vocês.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Vida e obra de Euclides da Cunha no “De Lá Pra Cá” da TV Brasil

O programa desta segunda-feira será dedicado a Euclides da Cunha, um dos maiores escritores da língua portuguesa. Para conversar sobre o autor de "Os Sertões", o "De Lá Pra Cá" convidou especialistas e escritores de renome nacional. Leitura obrigatória para quem deseja conhecer a história do Brasil, a obra-prima de Euclides trata da barbárie do massacre de Canudos (BA), objeto de inúmeros estudos acadêmicos.

Para entrevistar personalidades literárias, o programa viajou até à Festa Literária Internacional de Paraty que reúne, anualmente, intelectuais e escritores. A equipe da TV Brasil visitou também Canudos para buscar novidades sobre o desfecho sangrento do massacre. Ao escolher Euclides da Cunha como tema desta segunda-feira, o "De Lá Prá Cá" soma-se a outras tantas homenagens que estão acontecendo Brasil afora por conta do centenário de sua morte.

Da cidade histórica de Paraty, o escritor amazonense Milton Hatoum vai falar sobre a viagem de Euclides à sua terra natal. O coordenador da mesa na FLIP O Mar e Os Sertões - Euclides da Cunha, 360 graus, o jornalista Daniel Piza, refez o caminho percorrido pelo escritor na expedição à região do alto Purús, na Amazônia.

O professor Francisco Foot, da Unicamp, abordará as qualidades literárias do autor de Os Sertões. Já a especialista na obra euclidiana e professora da USP, Walnice Galvão, vai fazer uma análise de Os Sertões e  situa  Euclides e sua obra no Brasil do início da República.

De Cantagalo, onde nasceu o escritor, a doutora em literatura Anabelle Loivos fará comentários sobre a biografia do escritor.

O De Lá Pra Cá é apresentado por Ancelmo Gois e Vera Barroso e vai ao ar na segunda-feira (13), às 22h, na TV Brasil.

sábado, 9 de maio de 2009

DICIONÁRIO MINEIRÊS-PORTUGUÊS


Procêis qui móra nuistadimínas e procêis qui vencá asvêiz:
Ói qui bão sô… procês intendê mió o minêro, uai!


PRESTENÇÃO - é quâno eu tô falano iocê num tá ovíno.
CADIQUÊ ? - assim, tentânu intendê o motivo.
CADÍM - é quãno eu núm quero muito… só um poquím.
RETRATO - foto.
DEU - omez qui ‘di mim’. Ex.: Larga deu, sô!!
SÔ - fim de quarqué frase. Qué exêmpro tamêm? : Cuidadaí, sô!!!
DÓ - omez qui ‘pena’, ‘cumpaxão’ : ‘ai qui dó, gentch…!!’
NIMIM - omez qui ni eu. Exempro: Nòoo, ce vivi garrado nimim, trem!… Larga deu, sô!!…
NÓOO - Num tem nada a vê cum laço pertado, não! omez qui ‘nossa!’ Vem de Nòoosinhora!…
PELEJÂNU- omez qui tentânu: Tô pelejânu quesse diacho né di hoje, qui nó! (agora é nó mez!)
MINERÍM - Nativo duistadiminnss.
UAI - Uai é uai, sô… uai!
ÉMÊZZZ ?! - minerim querêno cunfirmá.
NÉMÊZZZ ?! - minerim querêno sabê si ocê concorda.
ÓIAQUÍ - Minerim tentâno chamá atenção pralguma coizz…
PÃO DI QUÊJU - Iosscêis sabe!… Cumída fundamentar qui disputacomo tutú a preferêca dus minêro
TUTÚ - Mistura de farinha di mandioca (ô di mio) cum fejão massadim. Baum dimais da conta, gentch!!
TREM - Qué dize quarqué coizz qui um minerim quizé! Ex “Já laveius trem!” , Qui trem bão!!
NNN - Gerúndio du minerêis. Ex: ‘Eles tão brincãnnn’, ‘Ce tá ínnn, eu tô vinnn…’
BELZONTCH - Capitár duistado.
PÓ PÔ - umez qui pó colocá.
POQUIM - só um poquim, prá num gastá muito.
JISGIFORA - Cidadi pertín du Ridijanero. Cunfúnde a cabêss do minerim qui si acha qui é carioca.
DEUSDE - desde. Ex: ‘Eu sô magrelín deusde rapazín!’
ISPÍA - nome da popular revista ‘VEJA’.
ARREDA - verbu na form imperativ (danu órdi), paricído cum sái. ‘Arredaí, sô!’
ÍM - diminutivo. Ex: lugarzím, piquininím, vistidím, etc.
DÊNDAPÍA - Dentro da pia.
TRÁDAPÓRTA - Atrás da porta.
BADACÂMA - Debaixo da cama.
PINCOMÉ - Pinga com mel.
ISCODIDÊNTCH - Escova de dente.
PONDIÔNS - Ponto de ônibus.
SAPASSADO - Sábado passado.
VIDIPERFUME - Vídru de perfume.
OIPROCÊVÊ (ou OPCV) - óia procê vê.
TIISSDAÍ - Tira iss daí.
CAZOPÔ - Caxa disopô.
ISTURDIA - Ôtru dia.
PROINÓSTÁÍNU? - pronde nós tâmo ínu?
CÊSSÁ SÊSSE ONS PASNASSAVAS? - ocê sabe se esse ônibs passa na Savassi?
REMÉDA - imita arguêm.
ONCOTÔ - onde que eu tô
PRONCOVÔ - pra onde que eu vô
PRONQUECÊ VAI? ou ONQUECÊ VAI? - pra onde que ocê vai?
CÊ TÁ INO PRA ONDI? - pra qual lugar ocê vai?
VAICATÁCOQUIM - é igual a saipralá sô!





Minidicionário de mineirês



Lidileite (litro de leite)
Mastumate (massa de tomate)
Dendapia (dentro da pia)
Kidicarne (quilo de carne)
Tradaporta (atrás da porta)
Badacama (debaixo da cama)
Pincumel (pinga com mel)
Iscodidente (escova de dente)
Nossinhora (nossa senhora)
Pondiôns (ponto de ônibus)
Denduforno (dentro do forno)
Sapassado (sábado passado)
Videperfum (vidro de perfume)
Oiprocevê (olha para você ver)
Tissodaí (tira isso daí)
Onquié ? (onde que é ?)
Pópôpó (pode por o pó)



Fonte: internet.
Imagem: roberto.guglielmo (Flickr).

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Academia lança Prêmio Euclides da Cunha

"A Academia Brasileira de Letras acaba de instituir o Prêmio Euclides da Cunha, a ser atribuído neste ano de 2009, em que se comemora o centenário da morte (15 de agosto de 1909) do autor de “Os Sertões”, Acadêmico natural do município fluminense de Cantagalo onde nasceu em 20 de janeiro de 1866. Na ABL, Euclides da Cunha foi o segundo ocupante da Cadeira 7, eleito em 21 de setembro de 1903, na sucessão de Valentim Magalhães e recebido em 18 de dezembro de 1906 pelo Acadêmico Sílvio Romero. O Prêmio, no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), será conferido ao melhor livro, inédito ou publicado depois de 10 de janeiro de 1999, sobre a vida ou a obra de Euclides da Cunha."

Saiba mais no site da Academia.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Entupe tu!

Achou estranho o título? Não se afobe, daqui a pouco você vai entender.

Pra quem ainda não sabe, estou estudando pra um concurso público na minha área (sim, eu sei: sonho de nove entre dez pessoas; enfim, sou um clichê)!
Prova de Português costuma ser o terror de, novamente mantendo a proporção, nove entre dez pessoas que prestam concurso. Para mim, não é exatamente um terror, visto que tenho prazer no estudo da nossa Língua, mas também não quer dizer que eu me sinta tranqüila e bem preparada para enfrentar as questões, cada vez mais difíceis – de acordo com o nível geral do exame, mais e mais seletivo.

Bom, mas vamos ao que motivou esse post. Minha irmã, que está comigo nessa caminhada rumo ao cargo público, me propôs hoje uma questão que eu não soube responder. Figurava essa questão em meio a várias outras sobre conjugação verbal. Era sobre a conjugação do verbo entupir. Qual é o certo?

- Ele sempre entope a pia, ou
- Ele sempre entupe a pia.

Resposta correta: ele sempre entupe a pia.

Da próxima vez que você for reclamar que alguém entupiu a sua pia, lembre-se desse humilde blog e não tropece no português.

Título: forma da conjugação do verbo no imperativo afirmativo, segunda pessoa do singular. Entupe tu!

Conjugação do verbo ENTUPIR

Paradigma deduzido: partir (regular)
Formas Nominais:
infinitivo: entupir
gerúndio: entupindo
particípio: entupido
Presente do Indicativo
eu entupo
tu entupes
ele entupe
nós entupimos
vós entupis
eles entupem
Imperfeito do Indicativo
eu entupia
tu entupias
ele entupia
nós entupíamos
vós entupíeis
eles entupiam
Perfeito do Indicativo
eu entupi
tu entupiste
ele entupiu
nós entupimos
vós entupistes
eles entupiram
Mais-que-perfeito do Indicativo
eu entupira
tu entupiras
ele entupira
nós entupíramos
vós entupíreis
eles entupiram
Futuro do Pretérito do Indicativo
eu entupiria
tu entupirias
ele entupiria
nós entupiríamos
vós entupiríeis
eles entupiriam
Futuro do Presente do Indicativo
eu entupirei
tu entupirás
ele entupirá
nós entupiremos
vós entupireis
eles entupirão
Presente do Subjuntivo
que eu entupa
que tu entupas
que ele entupa
que nós entupamos
que vós entupais
que eles entupam
Imperfeito do Subjuntivo
se eu entupisse
se tu entupisses
se ele entupisse
se nós entupíssemos
se vós entupísseis
se eles entupissem
Futuro do Subjuntivo
quando eu entupir
quando tu entupires
quando ele entupir
quando nós entupirmos
quando vós entupirdes
quando eles entupirem
Imperativo Afirmativo
entupe tu
entupa ele
entupamos nós
entupi vós
entupam eles
Imperativo Negativo
não entupas tu
não entupa ele
não entupamos nós
não entupais vós
não entupam eles
Infinitivo Pessoal
por entupir eu
por entupires tu
por entupir ele
por entupirmos nós
por entupirdes vós
por entupirem eles

quinta-feira, 9 de abril de 2009

QUESTÕES PASCOALINAS


Luiz Fernando Veríssimo


- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é...... Bem...... É uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos ........ Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas quando você for no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa ....... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.
- Alô, quem fala?
- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!!!"

terça-feira, 17 de março de 2009

Call-center do Idioma


Acabo de descobrir que a cidade de Fortaleza mantém, há quase trinta anos, um serviço de atendimento que tira dúvidas sobre a língua portuguesa - em menor número, sobre o espanhol e o inglês, também. Trata-se do Plantão Gramatical, cuja equipe conta com oito professores, que se valem da internet, da gramática e dos dicionários Houaiss e Aurélio para responderem prontamente aos interlocutores do outro lado da linha.

Desde a entrada em vigor do Novo Acordo Ortográfico, a rotina neste call-center linguístico (sem trema) mudou. Não que o serviço fosse pouco utilizado antes, mas só para se ter uma ideia (sem acento), em um só dia foram registrados 107 atendimentos (metade das ocorrências naquela data) sobre adivinhem o quê. Quem respondeu "hífen", acertou.

Ele mesmo, o hífen, parece ser o maior responsável pela dor de cabeça de muita gente desde que a nova ortografia foi aprovada. Caso do Bruno, que recentemente chegou a telefonar para a Academia Brasileira de Letras, em função de uma dúvida sobre a grafia da palavra ar-condicionado (com ou sem hífen?), ouvindo do atendente, em tom um tanto ríspido, que "sim, claro que o hífen, neste caso, se mantém - nada mudou".

O fato deu origem a um texto bem-humorado (com hífen), que virou postagem no seu blog. A postagem gerou um comentário meu, e este acabou virando postagem nos dois blogs. Quem tiver dúvidas quanto ao emprego correto do hífen e não estiver disposto a telefonar para a ABL nem fazer um interurbano (sem hífen) para Fortaleza, pode se divertir com a historinha do super-homem (com hífen) e, de quebra, aprender as novas regras deste que tem sido chamado, por alguns, de o maior vilão da reforma ortográfica.

Fiquei feliz por saber da existência de um serviço como este em algum lugar do Brasil. Podiam instalar um Plantão Nacional 0800, o que acham? Será que isso vira uma campanha?
Pode ser...

Consulta: Revista Piauí - nº 30.

Telefone do Plantão: (85) 3225-1979

domingo, 15 de março de 2009

Um ótimo dia para se visitar a ABL


"Evanildo Bechara encerra Ciclo de Conferências na ABL sobre o Acordo Ortográfico
Na próxima terça-feira, dia 17 de março, às 17h e 30min, no Teatro R. Magalhães Jr., A Academia Brasileira de Letras encerra seu 1º Ciclo de Conferências , "O Acordo Ortográfico", com conferência do Acadêmico Evanildo Bechara.
O Professor Evanildo Bechara discorrerá sobre "O novo Acordo Ortográfico e a elaboração do VOLP". O ciclo iniciou-se na última terça-feira, 10 de março, com a conferência do Acadêmico Domício Proença Filho, “A história da ortografia e a ABL” .
A conferência terá entrada franca e será transmitida ao vivo pelo Portal da ABL."



Fonte: portal da Academia Brasileira de Letras.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Reforma Ortográfica: Hífen

Todo o mundo já ficou sabendo: agora é oficial. O Novo Acordo Ortográfico entre países de Língua Portuguesa já entrou em vigor no Brasil. E para você não fazer feio, o Viva o ajuda a entender o que mudou. Hoje, o assunto é hífen. Quais as novas regras para o seu uso?
Divirta-se com a história do Super-homem e salve o planeta dos absurdos cometidos contra o hífen.

Reforma Ortográfica – hífen
Quando usar e quando não usar o hífen

• Obrigatório quando prefixo está diante de uma palavra iniciada pela letra H, não importando a letra que termine o prefixo:

“O SUPER-HOMEM é muito ANTI-HIGIÊNICO: nem toma banho antes de trocar a roupa pelo uniforme com o qual pratica seus atos SOBRE-HUMANOS!”

• Nunca quando o prefixo termina em vogal diferente do segundo elemento, se este também começar com uma vogal:

“Tal comportamento de nosso herói é muito ANTIEDUCATIVO!”

• Se no caso acima o prefixo for CO e o segundo termo começar com O, o hífen cai assim mesmo, nos dando como resultado COOalgumacoisa:

“Se ele ao menos usasse perfume, eu até poderia COOPERAR nas missões.”

• Nunca quando o prefixo termina com vogal e o segundo elemento começa com consoante, desde que não sejam R nem S:

“Está certo que tudo pode não passar de uma tática de AUTOPROTEÇÃO: fedido, quem vai ousar chegar perto dele?”


• Se o prefixo termina em vogal e o segundo termo for iniciado por S ou R basta suprimirmos o hífen e repetirmos o R ou S (o que for adequado ao caso):

“Se bem que, para mim, isso é coisa de gente ANTISSOCIAL, que se acha ULTRARRESISTENTE. Bom, ele até pode ser, mas tem a criptonita...”

• Caso o prefixo termine com a mesma vogal que inicia o segundo termo o hífen continua, desde que se guarde a exceção COO, já comentada acima:

“Acho que ele deveria praticar um pouco de AUTO-OBSERVAÇÃO. Na certa, iria perceber que CONTRA-ATACAR os inimigos não requer deixar de lado os hábitos mais elementares de higiene.”

• Sempre se o prefixo tiver como última letra a mesma consoante que inicia o segundo termo:

“Está na cara que ele não é SUPER-ROMÂNTICO!”

• Nunca se o prefixo terminar em uma consoante diferente da que inicia o segundo termo:

“Mas ninguém pode negar que seja SUPERPROTETOR.”

• Contrariando a regra acima, sempre que o prefixo for SUB e o segundo termo começar com a letra R, o hífen fica onde sempre esteve:

“Deve ser porque ele acha que pertencemos a uma SUB-RAÇA e que necessitamos de sua proteção incondicional.”

• Novamente contrariando a regra, se o prefixo for CIRCUM ou PAN e o segundo termo começar com M ou N também colocaremos o hífen:

“Ouvi dizer que ele é perito em CIRCUM-NAVEGAÇÃO ao redor da Terra. Quando cansa de voar, nosso herói navega...”

• Sempre que o segundo termo começar com uma vogal e o prefixo for CIRCUM ou PAN o hífen deve separá-los:

“No PAN-AMERICANO ocorrido no Brasil, acho que o vi voando pelos ares, zelando pra que nada saísse errado.”

• Nunca se o prefixo terminar em consoante e o segundo termo começar com uma vogal:

“E ele faz tudo isso por ser SUPEREXIGENTE consigo mesmo.”

• Os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró sempre são sucedidos por um hífen:

“Mas tem uma coisa capaz de mandá-lo para ALÉM-TÚMULO, uma coisa que apenas mencionamos antes: criptonita.”

• Deve-se usar o hífen com todos os prefixos de origem tupi-guarani (caso a origem seja em algum outro tronco linguístico dos povos pré-cabralinos, ligue para a Academia Brasileira de Letras).

“Só existe uma planta capaz de neutralizar os seus efeitos no corpo de nosso herói: o CAPIM-AÇU.”


• Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares:

“Para encontrar essa iguaria, somente cruzando a ponte RIO-NITERÓI.”

• No caso das palavras que perderam a noção de composição o hífen não deve ser usado:

“Ou ele pode sobrevoar o país e descer de PARAQUEDAS quando chegar.”

• Caso sua composição não caiba em uma linha e você precise passar para outra justamente na hora em que for usar uma combinação com hífen, deve-se colocar o traço que separa as palavras no final da linha. Na próxima linha, o hífen será colocado para manter a clareza gráfica:

“E é aqui que nossa história termina, pois neste exato momento, CONTA-
-SE que ele foi viajar, certamente atrás da planta que pode curá-lo.”
Este texto foi feito em parceria com Bruno, do Então Sebastião.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Quando teria sido melhor calar ou a história de um tropeço jornalístico


Título original: Um exercício erétil
O redator distraído corre o risco de provocar risos ao escrever o contrário do que tentou
Autor: Josué Machado


A notícia "Exercícios contra Disfunção Erétil" termina com revelação de significado duvidoso, contraditório, assustador até se entendido literalmente.

"Segundo a pesquisa, atividades aeróbicas realizadas cinco vezes por semana, por pelo menos 30 minutos, estimulam a produção de óxido nítrico e combatem os radicais livres, melhorando a disfunção erétil."

"Disfunção erétil" é eufemismo para mal que aterroriza os homens, já se sabe. É cabisbaixismo da pior espécie. Mas o que importa são as possibilidades de entendimento desse textículo de jornal. O redator redatou que a disfunção erétil, uma anomalia cadente que ataca sorrateira, melhora com exercícios. A disfunção melhora? Como é que uma disfunção, uma anomalia pode melhorar? Tornando-se mais disfuncional, mais grave, evidente. No caso da disfunção erétil, mais tristemente cadente, cabisbaixa até os tornozelos ou os calcanhares.

O redator disse, portanto, o contrário do que tentou dizer. ...

Fonte: Revista Língua Portuguesa - http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11672: Um exercício erétil - Josué Machado.
Imagem: google.

Entra em vigor o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Foto: http://www.jfempauta.com/?cat=3


O decreto que estabelece o cronograma para a vigência do Acordo Ortográfico entre os países de Língua Portuguesa e orienta a sua adoção foi assinado pelo presidente Lula em setembro de 2008. Agora, em janeiro de 2009, entrou em vigor, mas a norma atual será aceita até 2012, prazo que as escolas, os veículos de comunicação, os livros didáticos e todos os textos produzidos no país terão para se adaptar às novas regras.


Por falar nisso, vários sites e revistas já aderiram à reforma, e estão publicando seus textos já com base no Acordo, caso do site IG, G1 e das revistas da Editora Abril, para citar alguns exemplos.

Dicionário

No dia 12/01, a Academia Brasileira de Letras lançou a 2ª edição do “Dicionário Escolar da Língua Portuguesa”.
Resultado de três anos de trabalho das equipes técnicas do Setor de Lexicologia e Lexicografia da ABL, a obra reúne 33 mil verbetes, textos sobre a história da ABL, um histórico da Língua Portuguesa e da formação do léxico português, além de orientação quanto à nova ortografia, corrigidos os pontos aparecidos na primeira edição em que ainda não havia orientação definitiva sobre as normas que vigoram desde 1º de janeiro.

O Dicionário incorpora ainda um estudo sobre o verbo em Português (paradigmas verbais e quadros da conjugação desses paradigmas), bem como um suplemento sobre o Acordo Ortográfico.

O Dicionário, distribuído por 1.312 páginas, registra a divisão silábica das palavras, e sua ortoepia, fornece exemplos de uso, áreas de conhecimento, regionalismos e neologismos, locuções, remissões à conjugação verbal e flexão nominal e tabelas de conjugação de verbos.

No site da Abril, é possível baixar o texto do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em formato pdf.
http://www.abril.com.br/arquivo/acordo_ortografico.pdf

Fontes: http://www.academia.org.br/; http://educacao.ig.com.br/; http://g1.globo.com/

sexta-feira, 6 de junho de 2008

27 de junho - centenário de João Guimarães Rosa



Em Cordisburgo, pequena cidade no interior de Minas Gerais, nascia, a 27 de junho de 1908, João Guimarães Rosa.
Joãozito, como era chamado, aos sete anos de idade estudava francês sozinho. Mas será que o menino prodigioso já imaginava que seria médico, escritor e diplomata quando crescesse?
Pois o menino Joãozito virou o que se pode chamar de gente grande de verdade. Dono de uma escrita singular, Guimarães Rosa eternizou o sertão de Minas Gerais em sua obra literária. Sagarana, seu livro de contos, registra regionalismos nunca antes vistos na literatura nacional.
Este mês, o escritor que se tornou conhecido mundialmente por suas inovações linguísticas e seu mundo ficcional, recebe homenagem da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi nomeado em 1967, falecendo três dias depois de proferir seu discurso de posse, no qual disse essas palavras: "...a gente morre é para provar que viveu."


Referência: http://www.releituras.com/guimarosa_bio.asp

ABL recebe com entusiasmo aprovação do Acordo Ortográfico

Em sessão plenária no dia 16/5, a Assembléia do Parlamento de Portugal aprovou o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Nos próximos dias, o texto -já com as novas normas -irá à publicação no Diário da República (Diário Oficial) e depois para a sanção do presidente da República.

A notícia alegrou a Academia Brasileira de Letras. Desde os anos 70, por iniciativa do filólogo Antonio Houaiss, a Casa já trabalha nesse Acordo. O acadêmico Cícero Sandroni, presidente da instituição, destacou a importância da aprovação para a Língua Portuguesa:

- A Academia encara essa aprovação como um marco histórico. Inscreve-se, finalmente, a Língua Portuguesa no rol daquelas que conseguiram beneficiar-se há mais tempo da unificação de seu sistema de grafar, numa demonstração de consciência da política do idioma e de maturidade na defesa, difusão e ilustração da língua da Lusofonia.

O gramático Evanildo Bechara, diretor da ABL e responsável pelo Setor de Lexicologia e Lexicografia, saudou a aprovação do Acordo. Para o imortal, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa demonstrou um alto grau de maturidade política.

Presidente da Casa em 2006 e 2007, Marcos Vinicios Vilaça concorda com Bechara. “Portugal acaba de dar prova de grande maturidade e modernidade. A simplificação e unificação ortográfica trarão inúmeros benefícios para a comunidade lusófona. A simplificação do emprego do idioma vai possibilitar o incremento das relações culturais entre nós”. A gestão de Vilaça acelerou o processo de aprovação do Acordo.

Fonte: http://www.academia.org.br/